Como? TPM, ora. Tensão pré menstrual, rompantes emocionais incontroláveis, irritação sem propósito, lágrimas sem motivos.
Tive uma crise de TPM, este fim de semana, confesso.
Na sexta senti o incomodo desta tensão no final da noite, tornei-me digna de pena e comecei a lamentar o cansaço rotineiro.
Aproveitei a presença do meu homem-marido e disse que estava tão cansada, que a vida me consumia tanto, que tinha vontade de abrir mão das coisas que me pertencia.
Ele? Ouviu calado, sem nada dizer e voltou para o quarto sem me compreender.
Eu? Fiquei ali, na sala, assistindo um filme triste, que certamente usaria como desculpas caso alguém chegasse e me perguntasse por quê. Porque chorar sem saber.
Por quê? Não sei. Só sei que no sábado o compromisso estava marcado e eu tinha que ir…
Roupa, sapato, lápis, batom, espelho, inimigo da perfeição, parceiro da depressão.
Diante dele tive vontade de chorar, me vi inchada, com celulite, com culote, para meu desencanto, vi ressaltada em mim a gordura localiza, aumentada, indesejada.
Mas, o compromisso estava marcado e eu, atrasada estava. Horário, amigos, sorrisos, descontração e o prazer que a vida pode oferecer.
O lugar? Era perfeito, samba, companhia, alegria.
Na mesa os copos parceiros dos brindes representavam os momentos conquistados pela vida.
Por fim, lágrimas da TPM. Na grata incompreensão, o ciúmes alheio do outro, me descontrolou.
Sentei e chorei, levantei e chorei, dancei e chorei, bebi e chorei.
Chorando voltei no carro, chorando continuei na frente dos amigos, chorando no quarto me lamentei, dormi, acordei e chorei.
Hoje? Dou risada das lágrimas exageradas, aparentemente sem motivos.
Amanhã? Tenho uma consulta marcada, preciso abastecer a farmácia da convivência, tenho que pegar a receita do Diazepan do Amor.
Como? Diazepan do amor, remédio faixa preta, que não se compra em qualquer farmácia e que não é receitado por um médico comum.
Pra que? Para eu medicar o meu homem marido, aquele que me virou as costas na hora da minha dor.
Estou consciente, daqui 28 dias, vou ter uma nova crise e preciso que ele esteja medicado para que na hora das lágrimas ele me ofereça o lenço umedecido com o indispensável, diazepam do amor. Rsrsrsrsrsrsrs.
Eu? Aprendi desde cedo a rir de mim, acho que assim sou feliz. E você?
E agora TPM? Sou culpada ou inocente? É titulo de um livro que estou escrevendo, que revela na vida de uma mulher comum, de maneira bem humorada é claro, as conseqüências das ações da TPM.